Depenando a Coruja
Por Oliveirinha – Jornalista – MTE 08182/PR
Prefeito exonera presidente da Fundação Cultural após fiasco do Natal
Falhas na decoração, atrasos e contrato de R$ 2,5 milhões sem licitação aceleraram saída de Dalmont Benites.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Joaquim Silva e Luna, exonerou nesta segunda-feira (08) o presidente da Fundação Cultural, Dalmont Pastorelo Benites, após o desgaste provocado pelo lançamento do Natal das Cataratas. A abertura do evento, no domingo (07), expôs falhas na decoração, trechos inacabados, lâmpadas que não acenderam e estruturas entregues fora do previsto, mesmo com um contrato milionário assinado para a execução do projeto.
A dispensa de licitação no valor de R$ 2,5 milhões, firmada em 27 de novembro, apenas dez dias antes da estreia, agravou a crise. O contrato integra um pacote de R$ 4,5 milhões autorizado às pressas pela Câmara, que remanejou R$ 2 milhões do orçamento do Turismo para a Fundação Cultural. O Ministério Público do Paraná já abriu procedimento para apurar a legalidade da contratação direta e o motivo do atraso na montagem.
Nos bastidores, a abertura problemática do Natal somou-se a críticas acumuladas sobre a gestão de eventos da Fundação, como o Carnaval. O fim de semana foi considerado o ponto de ruptura que levou à exoneração de Benites.
Interinamente, assume a presidência da Fundação Cultural a diretora de Cultura, Angelita Helena Hanauer, que terá a missão imediata de concluir as entregas do Natal e reorganizar o setor. (PC)

PS: Vamos ver qual será o posicionamento do MP pelo Drº Marcos C. Andrade da 6ª Promotoria, se irá instaurar Noticia de Fato para apurar se houve ou não dano ao erário, provocado por este sujeito que já acumula uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná por alteração no prédio tombado sem aval do Cepac, o antigo Forum de Foz do Iguaçu/PR..
O tal Dalmont achando que estava na casa dele, levou um fumo enorme do Cepac.

“Valei–me Santo Expedito”!…
TJPR aciona Prefeitura Municipal e expõe fragilidade da política de preservação em Foz do Iguaçu
O prazo de 30 dias para apresentação do plano técnico, sob multa diária de R$ 5 mil, soma-se à proibição de qualquer alteração no prédio tombado sem aval do Cepac.

A decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) que obriga a Prefeitura de Foz do Iguaçu a restaurar o mural apagado da Fundação Cultural não apenas reverte uma medida administrativa: ela escancara uma sucessão de intervenções irregulares e a ausência de planejamento na gestão do patrimônio histórico do município.
O prazo de 30 dias para apresentação do plano técnico, sob multa diária de R$ 5 mil, soma-se à proibição de qualquer alteração no prédio tombado sem aval do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Cepac).
O mural, parte integrante do antigo Fórum da Comarca e oficialmente tombado neste ano, foi descaracterizado sem autorização prévia, fato que levou o TJPR a reformar decisões de primeira instância que haviam negado liminar em Ação Popular.
Para o relator, desembargador substituto Evandro Portugal, o dano é permanente e poderia se repetir caso não houvesse intervenção judicial.
A prefeitura, segundo relatório do próprio Cepac, realizou as modificações ignorando o órgão técnico responsável, apesar de o prefeito Silva e Luna (PL) ter homologado o tombamento do imóvel por decreto.
Mais polêmica
A determinação do Tribunal, lembra o portal Plural, aparece em meio a outra controvérsia recente: a remoção do monumento “Homenagem à Democracia na América Latina”, retirado da Praça Naipi e Tarobá durante ação de zeladoria.
A Justiça exigiu que o prefeito informasse em 48 horas o paradeiro e o estado da obra, após críticas sobre a falta de transparência e o descumprimento das diretrizes municipais de preservação.
O cenário de impropriedades não se limita a esses episódios. O Cepac, que vem tentando manter uma agenda mínima de proteção ao patrimônio, enfrentou meses de entraves para concluir o tombamento das ruínas da Santa Casa Monsenhor Guilherme, retiradas de seu local original antes mesmo da análise técnica.
Prazo
Também determinou que a pintura recente da Fundação Cultural seja refeita em até dois anos, já que as cores aplicadas não correspondem às originais.
Para o historiador e museólogo Pedro Louvain, ex-presidente do Cepac, esses conflitos demonstram que políticas de preservação sem continuidade se tornam meramente protocolares.
Ele lembra que o prédio da Fundação Cultural opera sem alvará do Corpo de Bombeiros, o que mantém parte do imóvel interditado, incluindo o Porão da Memória, fechado ao público por falta de regularização.
Foz sem memória
O abandono da Casa da Memória, a paralisação do Projeto Totens e a vulnerabilidade das Casas de Harry Schinke, frequentemente alvo de vandalismo, compõem o que Louvain define como “perda de referências e de oportunidades”.
“Foz não pode se dar ao luxo de abandonar seu patrimônio”, afirma. Segundo ele, além do prejuízo cultural, a cidade compromete potenciais atrativos turísticos ao permitir que bens protegidos permaneçam degradados ou inacessíveis. “Sem rigor técnico, os avanços não se sustentam.”
O espaço segue aberto para posicionamento da Prefeitura de Foz do Iguaçu sobre a ordem judicial e as críticas apontadas. (DF)
Corujas de ex-CC da época de Daijo FOI depenada em Foz. E eu avisei.
