Depenando a Coruja
Por Oliveirinha – Jornalista – MTE 08182/PR
Câmara aprova mudança e Fundação Cultural passa a comandar Natal das Cataratas
Proposta foi aprovada em dois turnos e segue para sanção do prefeito, oficializando função já exercida pela Fundação.

A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu aprovou nesta quinta-feira (23), em sessão extraordinária, uma mudança que define oficialmente quem será responsável pela organização do Natal das Cataratas. O projeto passou em dois turnos e agora segue para sanção do prefeito.
Com a decisão, a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu passa a ser, de forma oficial, a responsável pela realização do evento, um dos mais tradicionais do calendário da cidade. Na prática, a Fundação já atuava diretamente na organização do Natal há vários anos.
Segundo o líder do Executivo na Câmara, vereador Dr. Ranieri Marchioro, a medida apenas coloca no papel uma função que já vinha sendo desempenhada. Ele destacou que a Fundação sempre esteve à frente da programação e das ações culturais do evento.
O Natal das Cataratas reúne apresentações artísticas, decoração temática e atividades que movimentam tanto moradores quanto turistas no fim de ano. A participação da Fundação é considerada essencial para garantir a qualidade e a identidade cultural da programação (PC)
DNIT mantém entrega da nova aduana em abril, mas Receita diz que ainda não há data oficial
DNIT afirma que estrutura será entregue ainda em abril, enquanto Receita Federal diz que faltam ajustes, vistoria técnica e aceite formal do prédio.
A entrega da nova aduana entre Brasil e Argentina, em Foz do Iguaçu, segue cercada de expectativa e incerteza. Embora o DNIT mantenha a previsão de concluir a obra ainda em abril, a Receita Federal afirma que, até o momento, não recebeu uma data oficial para a entrega do prédio.
Segundo o órgão federal responsável pela obra, a estrutura está na reta final e passa por ajustes para ser concluída ainda neste mês. Já a Receita informa que, apesar de o prédio estar praticamente pronto, ainda existem obras complementares pendentes e pontos que precisam ser corrigidos antes que o espaço possa ser aceito para uso.
De acordo com o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Cezar Augusto Vianna, a ocupação da nova aduana depende de etapas formais que ainda não foram concluídas. Depois da finalização da obra, será necessária uma vistoria técnica e, só então, a Superintendência da Receita Federal em Curitiba poderá fazer o aceite ou não da estrutura.
A avaliação da Receita é de cautela. Nos bastidores, a percepção é de que dificilmente a entrega será concluída dentro de abril, justamente pela ausência de comunicação oficial e pelo tempo necessário para a verificação técnica e aprovação do prédio. Essa diferença entre o prazo mantido pelo DNIT e a posição mais prudente da Receita amplia a indefinição sobre quando o novo espaço começará, de fato, a operar.
A nova aduana está em uma das ligações mais estratégicas da fronteira, no acesso entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, pela Ponte Tancredo Neves. O local concentra fluxo diário de turistas, carros de passeio, ônibus e caminhões, o que faz da nova estrutura uma peça importante para melhorar o controle e a organização do trânsito internacional.
O atraso também chama atenção porque o cronograma inicial previa a entrega da estrutura ainda em 2025. Em janeiro deste ano, o próprio DER informou mudanças no tráfego da região justamente para permitir o avanço das obras da nova aduana Brasil-Argentina. Já naquele momento, o andamento do projeto exigia intervenções no entorno para continuidade da construção.
Outro ponto em discussão é o futuro do prédio atual da aduana brasileira, hoje ainda em uso. A previsão contratual inicial era de demolição da estrutura antiga, mas a Receita Federal defende que o imóvel seja preservado. A proposta em debate é transformar o espaço em um museu da Receita Federal e, eventualmente, permitir uso compartilhado com outros órgãos públicos, em parceria com a Prefeitura de Foz do Iguaçu.
Além da estrutura física, a operação da nova aduana também depende de reforço no quadro de pessoal. A Receita Federal já indicou em outras ocasiões que a entrada em funcionamento das novas unidades de fronteira exige aumento de efetivo para garantir fiscalização, controle de cargas e atendimento ao fluxo internacional.
Enquanto isso, a obra segue em fase final, mas ainda sem uma data oficialmente confirmada para começar a funcionar.

“Valei–me Santo Expedito”!
Atum gigante vindo da Europa chega à Foz do Iguaçu para cerimônia japonesa
Capturado no Mar Mediterrâneo, o atum Bluefin atravessa continentes em uma logística que combina pesca controlada, técnica oriental e transporte internacional
Um atum Bluefin, considerado um dos peixes mais valorizados da alta gastronomia mundial, percorreu milhares de quilômetros da Europa até Foz do Iguaçu para protagonizar a Cerimônia Kaitai, promovida pelo Grupo Capitão. O evento foi realizado na quinta-feira (23), reunindo técnicas tradicionais japonesas e uma complexa logística internacional.
A jornada do peixe começa nas águas das Ilhas Baleares, na costa da Espanha, durante o período de migração do Atlântico Norte para o Mar Mediterrâneo. Após a captura, o atum é conduzido para áreas de engorda, onde permanece por até dois anos sob monitoramento, sendo alimentado com outros pescados até atingir alto teor de gordura, característica que define seu valor gastronômico.
Conhecido como “rei dos atuns”, o Bluefin pode ultrapassar meia tonelada e atingir mais de dois metros de comprimento. Para comparação, uma tilápia, comum no Brasil, pesa cerca de 1 quilo e mede entre 30 e 40 centímetros. Quando o peixe atinge o ponto ideal, é aplicado o método japonês ikejime, técnica milenar que preserva textura e sabor da carne.
Após esse processo, o pescado é acondicionado em caixa térmica com gelo e transportado por via aérea da Espanha até o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Em seguida, segue por transporte rodoviário refrigerado até Curitiba e, posteriormente, até Foz do Iguaçu, em um percurso superior a mil quilômetros sob controle rigoroso de temperatura.
Todo o trajeto, da captura à entrega do atum, leva entre cinco e sete dias, prazo considerado curto para um produto que atravessa continentes e exige preservação máxima de qualidade. Em edições anteriores, exemplares com cerca de 110 quilos chegaram a ser adquiridos por aproximadamente R$ 35 mil.
A iniciativa foi realizada pelo Sushi Hokkai, restaurante reconhecido com o Selo de Qualidade no Turismo do Paraná, concedido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em parceria com entidades do setor. A segunda edição da cerimônia aconteceu em um jantar exclusivo para 50 pessoas.
A Cerimônia Kaitai seguiu um ritual tradicional japonês que envolveu o corte técnico do peixe diante dos convidados. Durante o evento, o atum foi servido em três cortes principais: akami (parte mais magra), chutoro (intermediária) e otoro (porção mais nobre). A apresentação foi conduzida por um chef em um palco montado no centro do salão, combinando técnica, performance e experiência sensorial.
O evento também teve uma edição no Sushi Hokkai da Ciudad del Este, na sexta (24), ampliando o alcance da iniciativa na região de fronteira.
Prefeitura de Foz cumpre reintegração de posse em casas ocupadas no Lagoa Azul
Decisão judicial envolve 21 casas inacabadas. Prefeitura afirma que unidades têm destino definido.
A Prefeitura de Foz do Iguaçu iniciou, na quarta-feira (22), o cumprimento de mandados judiciais de reintegração de posse em um conjunto habitacional no bairro Três Lagoas. A ação envolve 21 casas ainda inacabadas no empreendimento Lagoa Azul, ocupadas de forma irregular desde o fim de janeiro deste ano.
De acordo com o Fozhabita, instituto responsável pela política habitacional no município, a medida atende a uma decisão da Justiça e segue a legislação vigente. As unidades estavam em fase de construção e, segundo laudo da Defesa Civil, não ofereciam condições de segurança para moradia.
As famílias que ocupavam os imóveis foram notificadas previamente, tanto por via judicial quanto pelo próprio instituto. Mesmo assim, permaneceram no local, o que levou à execução da ordem de desocupação.
O município afirma que as casas já têm destinação definida para famílias cadastradas, que aguardam há mais de dez anos na fila por moradia. Além disso, as unidades precisam da conclusão das obras para garantir condições adequadas de habitação.
Parte do empreendimento foi entregue em dezembro de 2025, quando 21 das 42 casas previstas foram finalizadas e repassadas aos beneficiários. As demais unidades tinham previsão de conclusão até março de 2026, mas as obras foram interrompidas após a saída da construtora responsável.
Segundo a prefeitura, a ocupação das casas inacabadas ocorreu na madrugada do dia 31 de janeiro, de forma coletiva. Desde então, equipes do Fozhabita estiveram no local orientando os ocupantes sobre os riscos e solicitando a saída voluntária.
Durante o cumprimento da reintegração, o município informou que prestou apoio social às famílias. Dez pessoas foram encaminhadas ao Centro POP para acolhimento.
O Fozhabita orienta que quem precisa de moradia procure o cadastro habitacional para seguir os critérios legais de atendimento. O órgão atende na Rua Quintino Bocaiúva, 595, no Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h (PC).
Alexandre Curi fala de um dia especial em Irati.
Entregamos o novo Ambulatório Médico de Especialidades e anunciamos novos investimentos que vão transformar a saúde, a infraestrutura e a qualidade de vida de toda a região.
Parabéns ao governador Ratinho Junior, ao prefeito Emilio Gomes, aos deputados e a todas as lideranças envolvidas por esse grande trabalho em parceria.
Quando unimos forças, quem ganha é a população.
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Corujas serão depenadas neste ano eleitoral.
