Ponte da Integração abrirá apenas para caminhões vazios em operação gradual. Justiça revoga prisão preventiva do fundador da Cellshop, Jorbel Griebeler. Exame confirma óbito por metanol em Foz do Iguaçu. Assembleia Legislativa do Paraná realiza Sessão Solene em homenagem ao Dia do Médico.

Depenando a Coruja

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Por Oliveirinha Jornalista – MTE 08182/PR

 

 

 

 

Ponte da Integração abrirá apenas para caminhões vazios em operação gradual

A nova ligação internacional, construída sobre o Rio Paraná, é considerada uma das maiores obras de infraestrutura dos últimos anos na região de fronteira.

A Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Presidente Franco, no Paraguai, poderá ser parcialmente aberta ao tráfego em dezembro deste ano. A estrutura, concluída em 2023, permanece fechada por conta da demora na finalização das aduanas e dos acessos rodoviários em ambos os países.

A definição foi anunciada após reunião da Comissão Mista Paraguaio-Brasileira, realizada na sede da Itaipu Binacional. No encontro, foi estabelecido que a aduana brasileira deve ser concluída até o fim de novembro, enquanto o posto de controle paraguaio já está pronto desde setembro.

A partir de 5 de dezembro, a previsão é de que caminhões vazios possam cruzar a ponte das 7h às 19h. Em etapas posteriores, a passagem será liberada para veículos carregados e, por fim, para o tráfego geral, incluindo automóveis e pedestres.

Do lado brasileiro, as obras de acesso pela Perimetral Leste de Foz do Iguaçu seguem em andamento e enfrentam atrasos. No Paraguai, o Corredor Metropolitano del Este também está em fase de conclusão, com previsão de término completo apenas em 2026.

A abertura da ponte é considerada estratégica para desafogar o trânsito na Ponte da Amizade, atualmente a principal ligação entre os dois países. Além de reduzir o congestionamento, a nova estrutura deve impulsionar o comércio, o turismo e a integração logística na região de fronteira. (DF)

 

 

 

Justiça revoga prisão preventiva do fundador da Cellshop, Jorbel Griebeler

Decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina restabelece a liberdade de Jorbel Griebeler e suspende sanções administrativas impostas ao grupo.

O Grupo Cellshop informou, por meio de nota oficial neste sábado (18), que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) revogou a ordem de prisão preventiva e suspendeu todas as medidas administrativas anteriormente impostas ao empresário Jorbel Griebeler, fundador da empresa.

De acordo com o comunicado, a decisão liminar reconhece que não há qualquer elemento concreto que vincule o empresário ou o Grupo Cellshop a práticas ilícitas, classificando a prisão como indevida e desproporcional diante da realidade dos fatos apresentados.

Desde o início do caso, a defesa de Griebeler vinha sustentando que as acusações careciam de base legal e que as medidas determinadas haviam sido aplicadas de forma excessiva. Com a decisão, o TJSC restabelece a confiança no devido processo legal e reafirma o direito à ampla defesa.

A empresa destacou ainda que a decisão reforça o compromisso de Jorbel Griebeler e do Grupo Cellshop com a transparência, a legalidade e a plena cooperação com as autoridades brasileiras, mantendo sua atuação dentro dos princípios éticos e legais.

Segundo o texto, as atividades da Cellshop seguem em plena normalidade, com continuidade total das operações comerciais e administrativas. A companhia também garantiu que seus compromissos com clientes, fornecedores e parceiros permanecem inalterados.

O Grupo lembrou que, ao longo de mais de 20 anos de trajetória, a Cellshop se consolidou como uma das maiores empresas da região da Tríplice Fronteira, reconhecida por sua seriedade, geração de empregos e contribuição para o desenvolvimento econômico local.

Encerrando a nota, o grupo agradeceu o apoio e a confiança recebidos e reafirmou seu compromisso com a verdade, a ética e o cumprimento rigoroso das leis. (PC)

 

 

 

                                                           “Valei-me Santo Expedito”!

 

  

 

Exame confirma óbito por metanol em Foz do Iguaçu

Caso é de um homem de 55 anos que ingeriu bebida alcoólica, foi atendido na UPA João Samek, mas não resistiu.

A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu recebeu a confirmação de que o óbito de um homem de 55 anos, na última segunda-feira (14), foi em decorrência da intoxicação por metanol. Ele teria ingerido o produto em sua residência.

Apesar de ter sido atendido na UPA João Samek, o paciente não resistiu. O Município acionou o protocolo de investigação indicado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), em conjunto com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), e recebeu a confirmação nesta segunda-feira (20).

O procedimento adotado pela secretaria de saúde foi a visita em domicílio do paciente, identificando a bebida ingerida. A Vigilância Sanitária, juntamente com o Ministério da Agricultura e Pecuária, inspecionaram o local da venda e interditaram o lote do produto, encaminhando para análise.

Outro caso de óbito está sendo investigado, desta vez de um homem de 47 anos encontrado morto em sua residência.
O antídoto, em novas suspeitas, já foi disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde.

A Prefeitura reforça o pedido para que a população evite o consumo de bebidas sem procedência, especialmente aquelas vendidas a granel, sem rótulo, sem registro de fabricação ou com preços muito abaixo do valor de mercado e vem intensificando as inspeções em comércios através de seus órgãos fiscalizadores.

A Administração Municipal também solicita que os moradores colaborem, denunciando pontos suspeitos de venda de bebidas irregulares. As denúncias podem ser feitas diretamente à Vigilância Sanitária Municipal, PROCON ou pelos canais oficiais da Prefeitura. (AMN)

 

 

 

Assembleia Legislativa do Paraná realiza Sessão Solene em homenagem ao Dia do Médico

A solenidade, proposta pelo deputado Ney Leprevost (União), contou com depoimentos, relatos e premiações que reforçam a importância do trabalho dos profissionais no cuidado e na promoção da saúde em todo o estado.

Na noite de terça-feira (14), no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, foi realizada uma sessão solene em homenagem ao Dia do Médico – comemorado em 18 de outubro –, celebrando a dedicação e o trabalho árduo dos profissionais de saúde em todo o estado. A cerimônia, proposta pelos deputados Alexandre Curi (PSD) e Ney Leprevost (União), contou com a presença de autoridades, médicos e familiares.

O presidente da Assembleia, deputado Alexandre Curi, iniciou a solenidade ressaltando o papel fundamental dos médicos na sociedade. “Hoje prestamos uma justa homenagem aos médicos do Paraná, profissionais que cuidam da nossa saúde e tornam nosso estado referência no Brasil. A medicina chegou mais próxima das pessoas, especialmente nas regiões mais distantes, graças ao trabalho incansável dos médicos e ao processo de descentralização da saúde promovido pelo governo estadual”, afirmou Curi, destacando os avanços na saúde pública no Paraná.

O deputado Ney Leprevost, coordenador da Frente Parlamentar da Medicina da Casa, também proponente da homenagem, compartilhou sua experiência pessoal e profissional, reforçando o compromisso com a saúde e a educação pública. “Minha trajetória política sempre foi pautada pela defesa da saúde de qualidade. Fui presidente da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR e, desde cedo, pude ver de perto a dedicação dos médicos. Eles são heróis, muitos acordando de madrugada para salvar vidas, enfrentando condições adversas e trabalhando incessantemente para aliviar o sofrimento de seus pacientes. É um privilégio poder reconhecer o trabalho desses profissionais, que exercem sua missão quase como um sacerdócio”, disse Leprevost.

Cesar Neves, médico e diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde do Paraná, relembrou as grandes dificuldades na gestão da saúde estadual, como as epidemias de Covid-19 e dengue. Ressaltou a ligação da gestão da saúde paranaense com a ciência e as sociedades médicas, os avanços na descentralização da saúde no estado e a extrema abnegação exigida pela profissão. “Em conversa com um amigo, chegamos à conclusão de que nós, médicos, morremos cedo porque abrimos mão da nossa família e dos nossos prazeres para cuidar dos outros, sempre em detrimento de outrem”. Em seguida, citou uma crônica de Rubem Alves, cuja reflexão é sobre saber aproveitar a jornada da vida com a família, o trabalho e os amores.

A homenagem também contou com a presença de José Fernando Macedo, médico e presidente da Associação Médica do Paraná, que expressou sua gratidão pela parceria entre a Assembleia Legislativa e a Associação. “É uma honra estar aqui, mais uma vez, para receber essa homenagem em nome de todos os médicos do estado. A colaboração entre a Associação e a Assembleia é essencial para a divulgação e fortalecimento da medicina no Paraná”, destacou Macedo.

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Eduardo Baptistella, também participou e falou sobre o reconhecimento da classe. “Estamos muito felizes por ver o respeito que a Assembleia tem com os médicos. Em tempos de desafios, de agressões e dificuldades enfrentadas pela medicina, esse reconhecimento é fundamental para todos nós”, afirmou Baptistella.

Homenagens

Centenas de médicos receberam homenagens durante a solenidade. Para representar todos eles e suas famílias, Christine Zardo Coelho, advogada e filha do médico Júlio César Coelho, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelas famílias de profissionais de saúde. “Cresci vendo meu pai, médico, ausente em muitos momentos importantes da nossa vida familiar. Mas, ao longo do tempo, entendemos que a missão dele era salvar vidas. Hoje, com a experiência da maternidade, consigo compreender ainda mais a dedicação e o sacrifício que essa profissão exige”, disse Christine, representando as famílias de médicos.

Participaram também outras autoridades, como a prefeita de Rio Branco do Sul, Karime Fayad; Henrique Suplicy, presidente da Academia Paranaense de Medicina; e Carmen Ribas, diretora-geral da Faculdade Mackenzie do Paraná. (AN/ALEP)

 

 

 

Corujas de condenados na Operação Nepote em breve serão depenadas em Foz.